Neste site você irá encontrar textos e informações sobre psicologia, terapia
familiar, terapia de casal,
psicoterapia individual e, também, algumas dicas relacionadas ao cuidado de si e dos outros.
A idéia deste site é ser um ponto de contato e apoio sem entrar em questões propriamente terapêuticas, que devem ser conduzidas no consultório de psicologia clínica.
Os trabalhos terapêuticos com famílias aborda todos os envolvidos e em muitos casos são
convidadas outras pessoas que tenham participação com os problemas. A terapia de casal é conduzida somente com o par. A terapia individual, como o próprio nome diz, o foco está no indivíduo e
há a possibilidade que este convide em algum momento especial uma outra pessoa.
Há uma página com a estrutura do site, denominada estrutura
Qual terapia - familiar, casal ou individual?
Eu não estou louco!
Terapia familiar e conjugal na separação litigiosa posição das mulheres na sociedades
A separação com filhos - sobretudo nos casos de litígio
Limites na relação pais - filhos
As drogas, a alucinação e o sofrimento da família
As doenças crônicas e a terapia familiar
Atividades em terapia de família e casal - famílias com filhos
Currículo resumido em terapia familiar e terapia de casal
Terapia de família e a atenção aos filhos
O fazer terapia e os terapeutas
Temas ligados a terapia familiar e terapia de casal
Textos em terapia familiar e conjugal - referências bibliográficas
Endereço do consultório de psicologia clínica em Florianópolis
Atividades
Terapeuta familiar, de casal e individual - Consultório de Psicologia Clínica em Florianópolis
As atividades de terapia sistêmica > terapia familiar, terapia de casal ou psicoterapia - atendimento individual, família, casal ou grupo, desenvolvidas no consultório de Florianópolis - Santa Catarina, podem ser contatadas via telefone ou e-mail visite a página de contato.htm.
Sobre o autor - currículo abreviado
Arthur Müller - Psicólogo - formação em terapia sistêmica, terapeuta de família, casal e individual
A partir de 2001 com a especialização em atendimentos a famílias e casais realizou atendimentos terapêuticos familiares sociais em casos compulsórios encaminhados pela Vara de Família do Fórum do Estreito, Florianópolis: elaboração de laudos periciais, atendimento a famílias vitimas de violência doméstica, abuso sexual e drogadicção.
No Projeto Travessias trabalhou com grupos e famílias.
Atualmente atende no consultório de psicologia clínica de Florianopolis, família, casal e individual independentemente do sexo ou opção sexual
seja dos homens ou das mulheres. O trabalho com grupos na separação judicial litigiosa
visa auxiliar o processo de separação emocional para que a família possa se reestruturar ou
se preparar para uma mediação. Atendimento de conflito e briga na família, doenças, violência, conflito no casamento, filhos no processo de separação, aspectos da educação dos filhos, abuso sexual, etc.
Terapia ou Psicoterapia possível
Sempre admiro a coragem das pessoas, casal ou família ao iniciarem um processo terapêutico. O pedido de ajuda por si já configura uma nova postura perante aos problemas inerentes à vida e o desejo de mudar utilizando da terapia familiar, terapia de casal ou terapia individual deve ser valorizado. Muitos expressam prontamente seus medos e angústias, outros demoram um pouco mais, não importa o tempo que demorem o simples fato de compartilharem seus problemas com um terceiro (um(a) terapeuta) já é um grande passo.
A terapia nem sempre pode ser vista como um contínuo melhorar, ela também induz a crises, pois invariavelmente: toda mudança gera um conflito e todo conflito gera uma mudança. Desta forma fica um pouco mais claro no papel das crises e conflitos durante a terapia como propulsoras das mudanças.
Alguns autores da terapia familiar sistêmica como Salvador Minuchin, Murray Bowen, Maurizio Andolfi, entre outros, colocam a idéia da terapia como indução de crises e exemplifica com o casamento que pode estar morto ou cronicamente insatisfatório, a saída é que algo abale este morno e passivo conviver, em outras palavras: uma crise. Um momento ideal para parar e pensar bem como abre uma certa disponibilidade e se bem canalizada pode levar a uma configuração de mais vida e autonomia.
Nesta concepção pode-se pensar na terapia como uma indução de novas crises antes que num meio de controlar o comportamento e evitar crises.
Esta provocativa e interessante idéia remonta, inclusive, a própria idéia da palavra crise ligada ao momento de mudança. Assim, a terapia pode se transformar num agente de auxílio para atingir novos patamares de compreensão e estes trazem modificações nos hábitos e costumes, saindo do desânimo, estagnação, opressão, vazio, irritação, raiva, crise etc..
Certamente um tipo de terapia como a familiar e de casal não substitui um outro tratamento como a medicação devidamente acompanhada por psiquiatra e a terapia ocupacional. No tratamento as associações trazem benefícios, embora demandem do paciente (indivíduo, família, casal) uma maior dedicação e empenho.
A terapia sistêmica familiar e a atenção aos filhos
A atenção aos filhos / crianças seja em casa ou na escola é um ponto fundamental de um bom desenvolvimento infantil, pouco pode se dizer quanto
à prevenção, do tipo: se as crianças tratadas nos consultórios de psicologia serão adolescentes livres de conflito e longe da alucinação das drogas? - o
grande medo paterno. A impossibilidade de determinação do futuro coloca um entrave nas atividades preventivas, embora um tratamento psicoterapêutico, como a terapia de família,
auxilia a melhorar a comunicação e um melhor relacionamento entre crianças - educadores e pais - filhos e esta melhor capacidade de comunicação trará um possível benefício na educação e adolescência.
A comunicação é um hábito a ser exercitado desde a mais tenra idade.
As atividades de terapia familiar e terapia de casal
As atividades de terapia familiar, terapia de casal e terapia individual e psicoterapia são executadas por profissionais habilitados, médicos e psicólogos, devidamente cadastrados em seus conselhos profissionais, no caso dos psicólogos no Conselho Regional de Psicologia - CRP.
Tal prática visa manter a qualidade dos atendimentos em saúde mental seja nos casos de: depressão, atenção, hiperatividade em casa ou na escola, ansiedade, conflitos e brigas de casal, ciclo de vida familiar (filhos pequenos, adolescência, casamento, ninho vazio, aposentadoria...), conflitos familiares, problemas de consumo de drogas, limites na educação dos filhos, levando em consideração a posição das mulheres na sociedade, problemas de doenças na família sobretudo as crônicas,como: depressão, câncer, uso de drogas, a alucinação diabete, obesidade, obesidade infantil etc.
Endereço do consultório
de terapia familiar, terapia de casal e individual
Endereço do Consultório de Psicologia Florianópolis
R. Presidente Coutinho, 311
Sala B 308 - Edifício Saint James - Florianópolis - Santa Catarina - 88015-230
Tel: (48) 3025 5699
A entrevista inicial e/ou consulta pode ser agendada por telefone ou e-mail.
Temas ligados à terapia familiar sistêmica e a terapia de casal
Atendimento, atenção à família, atendimento familiar e também de casal - problemas na conjugalidade
Mudanças naturais do ciclo de vida familiar (desenvolvimento infantil, fases da adolescências, casamento, a casa vazia, aposentadoria ...)
Drogadicção / usuário de drogas
Brigas / conflitos na família e casal
conjugal - maridos e mulheres - conflito no casamento - interesse no sexo - medo - raiva - amante
Violência doméstica / abuso sexual / violência na família ( violência familiar )
Rendimento escolar / profissional (desânimo falta de coragem)
Ansiedade e Hiperatividade (deficit de atenção) da criança em casa e na escola
Falta de limites: filhos ou crianças na escola
Perdas e lutos: desânimo, falta de prespectiva, estagnação, irritação
Conflito no casamento
Separação judicial litigiosa ou consensual e divórcio ( ex-marido e ex-mulher nunca ex-pai e ex-mãe ) mediação
Casos de divórcio litigioso, violência, alienação parental, opressão, crise
Doença crônica na família (depressão, drogas, anorexia, bulimia, obesidade mórbida - indicação de cirurgia bariátrica, etc.)
Mudanças naturais no ciclo de vida: nascimentos, adolescência, casamentos, aposentadoria, terceira idade.
Textos e referências
apresentação da terapia familiar sistêmica
naveção no site de terapia familiar e de casal
endereço, telefone e e-mail de contato
mapa de como chegar no consultório de florianópolis
mapa do site
sumário dos textos sobre terapia
constituição do casal e o conflito conjugal
as possibilidades designativas e a terapia
dicas gerais cuidados e meio ambiente
filmes de interesse terapêutico
violência doméstica
conflitos, sonhos e a terapia
definições de psicologia
a terapia e apoio nas doenças crônicas na família
drogadicção - uso de drogas apoio familiar
eu não estou louco para precisar de terapia
os filhos, a família e a escolha profissional
relacionamento e limites pais filhos
terapia e mediação na separação judicial litigiosa
aspectos sistêmicos da separação
terapia como oficina de alternativas
qual terapia escolher?
questionário uso dinheiro
questionário sobre a divisão de contas pelo casal
o casal, a casa e o nascimento do primeiro filho
referências bibliográficas
separação com filhos evitando trauma e sofrimento
o papel da mulher nos casamentos
da velha à nova família - do moderno ao pós-moderno
retratos sócio-econômicos casamentos e separações
regiões brasileiras dados sobre casamentos e separações
Estados brasileiras dados sobre casamentos e separações
aspectos sistêmicos da separação
Liberdade disciplinada
Telefones de instituições que trabalham com dependência química
Tese Ercy Soar
Os filhos, sejam crianças ou jovens, nos conflitos da separação: prevenção infantil.
No cotidiano conjugal, o casal apresenta muita dificuldade de concretizar a separação e administrar a vida pós-separação. Os filhos percebem os problemas de convívio do casal (os problemas de discutir a relação) e muito freqüentemente relatam o alívio quando a separação se consuma e as brigas conjugais cessam.
A participação nas mudanças é fundamental a medida se relaciona à capacidade dos cuidadores em esterem presentes. O extremo está na violência física e/ou psicológica é o próprio sintoma da falta de limite entre pais e filhos e destes maltratos que chega nas raias do abuso e violência doméstica as crianças devem ser preservadas, no intento de manter um bom desenvolvimento na infância. Tais medidas atenuam os conflitos nas crianças e certamente ajuda a administra-los melhor seja na revelação e nos momentos de raiva, resignação, saudades e carência.
A coerência e a demonstração emocional parental deve ser incentivada: se está triste, mostre-se sem medo e converse a respeito à criança. As crianças muito pequenas de compreenderem as conversas, mesmo um bebê de colo, transmitindo seus sentimentos, tal ação gera segurança e tranqüilidade. Assim, a criança pode compreender melhor os acontecimentos e, de quebra, aprende a conversar de seus sentimentos e tem sua percepção confirmada.
obs: a própria expressão laço conjugal é interessante: o laço tanto pode estar frouxo quanto apertado, se o laço conjugal permite mobilidade as brigas são mais tênues e se apertado acirram-se os conflitos e brigas.
Terapia de casal: laço conjugal - união - matrimônio
Os conflitos conjugais variam numa ampla gama de questões, como comunicacionais, culturais, econômicas, sociais, profissionais, relacionais, familiares, sexuais, intrapsíquicas, etc. Ao se estudar a conjugalidade a observação de Prado (2004) sobre as separações reforça esta idéia de indeterminação: "as pessoas podem ser realmente conhecidas pelo modo como lidam com as separações". Os mais calmos podem se tornar coléricos, os rígidos podem se mostrar flexíveis, não há uma regra ou condição de se prever como serão as reações durante uma união ou processo de separação.
Esta convivência com a multiplicidade difere de uma idéia de par ideal ou receita para o sucesso matrimonial e atualmente os trabalhos se voltam para os aspectos relacionais do casal, ou seja, como a inter-relação proporciona a união ou a separação do par.
Como unir o que não foi separado!
Num relance parece uma frase óbvia e numa segunda olhadela a objetividade se esmaece. A qualidade da união depende de como se processaram as várias separações e, certamente, como o novo par permite aprender com estas experiências. Por exemplo: uma filha que nunca teve autorização para se tornar mulher, sempre como a menininha do papai ou da mamãe. Num caso como este, a separação da família não foi consumada, sempre é possível que um relacionamento amoroso se consolide, mas para tal o parceiro terá de não disputar a relação filha-pais e se contentar como co-adjuvante da relação principal.
Para que haja oportunidade para um novo relacionamento integro e pleno deverá haver uma separação anterior, seja da família do ex-namorado, ex-marido, ex-esposa, etc.
Portanto, aqueles que foram testemunhas da história de sucessos e fracassos do outro, não podem simplesmente serem desligados, pois representam uma parte da própria identidade, ao se separar não se perde só o outro se perde o próprio eu. É realmente difícil aprender como superar os traumas em relação ao rompimento de um relacionamento amoroso, sobretudo se de longa data.
Situações como estas, ou outras, irão demandar o novo casal que aprendam a lidar com as lacunas do outro, alguns aprendem sozinhos e outros precisam de ajuda.
As decisões de uma nova união implicam em, de certa forma, se despedir dos antigos vínculos, nesta fase há desamparo e sentimentos ambivalentes que abalam a confiança e as tentativas de objetivação do problema tendem a incrementar a crise - um período para chorar a perda. Após este período as novas fronteiras estão mais nítidas e já se pode tentar mesclar antigas e novas experiências.
Certamente este aprendizado é mais fácil quando há amor, carinho, companheirismo, etc., que auxilia e fortalece o casal, permitindo que ultrapasse com maior facilidade os pontos negativos e/ou dificuldades. Este aprendizado de contato intimo, de se mostrarem mutuamente como verdadeiramente são, é o que poderia ser denominado de companheirismo.
Neste caso não importa como socialmente o casal se apresente, pois ao terem característica de uma "unidade" podem ter forças para cooperação, independência, crescimento e emancipação. Certamente não estamos falando das poucas exceções dos pares com dependências doentias ou modos totalmente destrutivos de relacionamento.
Um dos sintomas mais característicos nos relacionamentos (família, casal, etc.) é a falta de transparência e maleabilidade nas regras e a impossibilidade de troca nos papéis. Tudo é muito certinho e todos sabem exatamente como se comportar. Os papéis são extremamente definidos não importa o tipo, pode ser brincalhão, irreverente, ranzinza, zangado, atrapalhado, sedutor, etc., e as mudanças são acompanhadas de grandes discussões e atuações.
Assim, quando "cada um se depara", durante uma terapia de casal ou mesmo familiar, com suas crenças, mitos, verdades e histórias, abre-se as possibilidades de falarem sobre as suas impossibilidades e, portanto, a desenvolver a intimidade e cumplicidade que denota a própria idéia de casal.
Nas épocas de crise é muito comum que as pessoas retornem as suas verdades fundamentais e nestas encontramos a força das idéias passadas tanto pela cultura da sociedade que está inserida quanto pelas particularidades de resolução histórica dos conflitos do próprio núcleo familiar. Uma das idéias mais difundidas pela América-latina pode ser denominado de fatalismo, no qual a própria ação do sujeito não poderá modificar o seu destino. O paciente se exime da responsabilidade e não deseja ir adiante.
Esta resistência inicial deve ser trabalhada com a devida calma, pois as muitas verdades estão firmemente arraigadas e o que estruturou até então esta pessoa não pode ser de pronto desconstruído.
Esta desconstrução não ocorre somente nos ambientes terapêuticos, a própria formação do casal e até mesmo as mudanças sociais implicam numa série de mudanças, por exemplo: no casal à necessidade de ceder às vontades e demandas do outro e na sociedade às constantes e novas exigências profissionais.
A segurança para os novos relacionamentos ocorre após o rompimento com as verdades há muito perpetuadas, fontes dos próprios medos e angústias, que impossibilitam as novos relacionamentos.
Sinal de alerta para pensar numa terapia familiar ou terapia de casal?
As brigas e conflitos sejam da família ou do casal devem ser pensadas como somente um ajuste necessário ou como motivador para iniciar um processo terapêutico.
A terapia sistêmica nos casos familiares e de casais focaliza seu trabalho nas inter-relações e como o sistema (seja família ou casal) pode gerar outras alternativas e modos de se relacionarem.
Abaixo estão listados alguns indicadores típicos de problemas que podem ser abordados durante o processo terapêutico seja familiar, casal ou individual:
·A falta de entendimento nos vários temas, no qual as discussões e brigas parecem há muito só agravam a situação gerando desânimo, preocupação, estagnação familiar, irritação, raiva, um ambiente de eterna crise etc..
·As crianças podem se mostrar: poderosas, apáticas, irritadas ou se acidentam freqüentemente.
·O ambiente em casa é de que ninguém se importa com ninguém e só falam das coisas ruins do outro, sobretudo num tom acusatório.
·No casal a diminuição da cumplicidade, do desejo sexual, do romance e as trocas de idéias, sonhos e sentimentos não ocorrem mais.
·O casal não tem condições de conversar sobre sua sexualidade, não tem no sexo uma fonte de prazer e intimidade e assim abrem margem para as desconfianças e as cobranças, como estratégias de não conversar sobre o que lhes poderia ser mais íntimo e agradável.
·Não há diversão conjunta e parece houve uma perda da espontaneidade, sobretudo quando estão juntos, e é melhor estar com outras pessoas ou familiares do que com a própria família ou com o companheiro(a).
·Parece que todos estão evitando ficar em casa, ou seja, de se encontrarem: os filhos estão sempre nos amigos e ele(a) fica mais tempo na casa dos país do que na própria casa.
Terapia familiar ou individual? ou ainda Terapia de casal?
É muito difícil saber qual terapia escolher e as pessoas, geralmente, nem conhecem as possibilidades existentes. Sem entrar no mérito específico das linhas teóricas apresento duas posições diretamente relacionadas ao enfoque da terapia familiar sistêmica.
Partindo da idéia que a mudança de uma pessoa vai afetar todos os entes próximos a ela, podemos pensar as poucas diferenças entre a decisão de se fazer uma terapia familiar, individual ou de casal.
Por outro lado, considerando que alguns padrões de conduta são mantidos e reforçados pelo grupo e se este está empenhado em se modificar, então, podemos imaginar uma maior possibilidade das pequenas mudanças de cada elemento sejam agregadas, obtendo uma resultante mais expressiva que as tentativas isoladas de mudança. O que não significa dizer melhores ou mais rápidas, pois cada pessoa ou grupo possui características muito particulares de funcionamento.
Uma questão de difícil resolução é quanto a decisão de se fazer terapia familiar ou terapia de casal. Há divergências entre os teóricos no seguinte sentido, com filhos pequenos há uma tendência de se considerar os problemas como decorrências da dinâmica estabelecida pelo casal e, portanto, alguns terapeutas preferem atender diretamente o casal. E há a possibilidade de iniciar com terapia de família e depois definir se é um caso familiar ou conjugal. Mesmo os casos que parecem tender para uma determinada posição (individual, casal ou família) não podem ser subestimados e demandam uma análise da dinâmica familiar no sentido de avaliar qual é o problema e como aborda-lo.
Se considerarmos as mudanças na pessoa afetando os entes próximos, podemos prever pouca diferença na decisão de se fazer terapia individual ( a psicanálise ou terapia de orientação analítica ), terapia de casal / conjugal ou terapia familiar.
Por outro lado, alguns padrões de conduta são mantidos e reforçados pelo grupo (entenda-se família ou casal) e se este está empenhado em se modificar, então, podemos imaginar a maior possibilidade de agregação das pequenas mudanças de cada elemento, obtendo-se uma expressiva resultante e, em alguns casos a terapia de casal ou terapia de família atua no sistema em menor tempo se comparado às tentativas isoladas de mudança.
Uma questão de difícil resolução é quanto a decisão de se fazer terapia familiar ou terapia de casal / conjugal. Isto ocorre pela rápida expansão das brigas e conflitos seja na família ou no casal. O desentendimento conjugal (do casal) pode rapidamente irradiar uma forte dinâmica na família toda e colocar o matrimônio em risco dada a progressiva falta de intimidade e cumplicidade. Há divergências teóricas no seguinte sentido, há tanto a tendência de considerar os problemas apresentados pelos filhos e família em decorrências da dinâmica estabelecida pelo casal e, portanto, preferem atender diretamente o casal.
Há os preferem iniciar na terapia familiar e depois definem: terapia familiar ou terapia de casal (terapia conjugal ), esta tendência é interessante pois possibilita facilidade de inclusão futura da família no processo
terapêutico, juntamente ao casal. Certamente alguns casos realmente parecem polarizados, o difícil é saber, sem conhecer a dinâmica familiar qual tratamento. Sobretudo sendo o pedido de auxilio geralmente coincidente a fase aguda de conflitos e brigas. Para o casal, geralmente, esta fase é acompanhada por acusações de traição (amante, concubinato), diminuição tanto do próprio sexo como do interesse sexual, tipicamente ocorre: ejaculação precoce, falta de lubrificação vaginal e/ou orgasmo, enfim falta de prazer sexual e de cumplicidade.
Em alguns outros casos nota-se que a atividade sexual permanece - como de forma automática - e a afetividade é diminuida, desta forma pode-se dizer que o beijo e a sensualidade pode acabar muito antes que a relação sexual em si.
É, portanto, difícil para o casal sair do problema sem um auxílio pois com o conflito, as brigas e os problemas sexuais se agravam.
"Eu num tô loco pá pricisá di terapia!!"
Psicólogos e psiquiatras raramente se deparam a figura do "louco" comumente referido ( doente dos nervos, nervoso, dedeu ). Os clientes típicos possuem problemas a serem resolvidos: ansiedades, tristezas, conflitos, crises, angústias, utilização de drogas, depressão, brigas familiares/conjugais, incertezas constantes, manias e outras particularidades que desejam lidar melhor.
Ressalta-se algumas funções da terapia, como: conhecer melhor, auto-conhecimento, mudar, refletir, ajudar a pensar, adequar, segurança de optar, aceitar e reconhecer-se.
Os problemas, conflitos, angústias e características pessoais que levam as pessoas à terapia são atribuídos, pelos próprios pacientes à sua extrema sensibilidade e capacidade perceptiva das situações, sobretudo a queixa de
ansiedade, vazio, opressão, desânimo, preocupação, irritação, raiva etc. Com os processos terapêuticos se incia uma fase mais construtiva e de possibilidades e consequentemente de menores preocupações, raiva, irritabiliade, desgrado, opressão, desânimo e sobretudo menor ansiedade e solidão. O principal é a modificação dos modos "automáticos" de vida, superar crises e terem coragem de mudar.
Terapia familiar na separação com filhos / os filhos durante a separação litigiosa ou divórcio litigioso
Os laços conjugais possuem facetas que resistem às mudanças e antes da separação os filhos presenciam incontáveis brigas do casal e após a separação (quando é separação litigiosa piora) os pais tendem a seduzi-los, superprotege-los ou abandona-los. Geralmente os pais reconhecem a ineficiência de tais medidas, mas estão presos a um ciclo vicioso e, devido a própria separação, sem forças de adotar outras medidas. Infelizmente nos processos problemáticos as crianças viram extensão das brigas conjugais na separação litigisa, os filhos viram armas contra o outro, nestes casos as crianças deverão ser
preservadas e para tal a terapia de família, em alguns casos com os subgrupos mostra-se muito útil.
Pior do que o conflito conjugal ou da separação em si, é a desconfirmação das percepções da criança as deixa ansiosas, esta assiste - de camarote - a briga conjugal e depois escuta: não foi nada, vai dormir. Independentemente da possibilidade de separação os pais devem saber comunicar aos filhos os acontecimentos e procurarem ajuda e meios de cessarem os conflitos. Quando o casal, em meio as brigas e conflitos, tem a capacidade de pedir ajuda já é um grande passo positivo. Numa música tem a frase "o silêncio grita" e desta forma colocamos o problema da imaginação da criança: a imaginação como reduto do insuportável e a comunicação clara da verdade um ponto de bom inter-relacionamento com o mundo real.
Neste sentido a imaginação da criança a faz sofrer e as conversas conferem calma e tranqüilidade.
É mais fácil confiar e tranquilizar-se num ambiente de respeito ao direito de saber os acontecimentos, e tendo a segurança de continuidade e cuidados paternos, independentemente do desdobramento (reconciliação, separação e/ou divórcio) irão cuida-la e ama-la.
Condição básica da terapia familiar > Limites ou relação pais - filhos
Ao ouvir algo relacionado ao tema de limites penso em: "não se pode dar aquilo que não se tem." Esta posição é radical, mas auxilia a pensar a circularidade ou a multicausalidade na manutenção deste problema tão comum e comentado "limites", muito comum é a cena da criança ao se jogar no chão da loja coloca os pais em pânico. Geralmente problemas de limites evoluem, transformado e intensificados durante o crescimento dos filhos, podem chega a pontos onde a família e/ou o casal
destituído de energia fica impossibilitado de atuar de forma diferenciada. Um duplo problema de jovens poderosos e adultos enfraquecidos.
De forma geral as crianças buscam coerência e são astutas observadoras elas aprendem rapidamente novas formas de lidar a ausência de regras claras e portanto a impossibilidade dos cuidadores em conferir os limites. Esta é a razão que considero importante a reflexão quanto nossas ações e condições pessoais de lidar os limites, antes de sair aplicando fórmulas e receitas nos filhos, sobretudo se forem bebês ou crianças (certamente, sem descartar os jovens entrando na adolescência e os próprios adolescentes).
No passado havia poucas regras e eram variantes da palmada e obedeça ou ...!! Alguns efusivos partiam à surrar. Enquanto outros perdiam a cabeça e espancavam. Então, gostaria de claro: a palmada está longe de ser educação. A criança pode até parecer pedir, mas cabe ao adulto discernir, optar e driblar a situação mediante o uso de outras técnicas.
A violência da criança como decorrência da falta de delimitações e possibilidade de comunicação e um problema a enfrentar de forma contundente e emocional. A idéia de limites é, também, reconhecer o outro, desta forma a ausência de limites implica na impossibilidade de reconhecimento pela criança do outro como pessoa ou ser vivo. O enfrentamento da raiva do filho ou da criança com uma raiva autêntica, facilita o reconhecimento pela criança da autenticidade do sentimento do outro: amor,
tristeza, raiva, ... (baseado em Winnicott, 1958)
Esta idéia de Winnicott é bem interessante, ele pois os cuidadores devem cuidar sem se furtarem ou fingirem que nada é nada e muito menos em bater na criança. Winnicott coloca aos cuidadores, quanto suas possibilidades de
demonstração, em suas ações, de: afeto, carinho, amor, raiva, ódio, tristeza, desapontamento, alegria, etc. No texto acima "raiva autêntica" é raiva e dista do espancamento ou palmadas. Será o bater a única forma de expressão da raiva?
Os limites são criados pelas condições de qualidade das relações e difere de ordens de comportamento. Ensinar limites vai além do ensino de regras sociais, a criança aprende, também, emoções, possibilidades, alternativas, negociação, conciliação, coerência, denominações possíveis, autenticidade, etc.
Drogadicção - Usuários de drogas e a família e vizinhos
As drogas sempre estiveram presentes, em diferentes épocas, em diferentes civilizações, suas utilizações e conseqüências eram e ainda são variadas. Adicto ou adicção à
droga significa entre outras coisas um estado de submissão, ausência de controle da vontade de consumo e baixa consciência quanto ao ato e das conseqüências pessoais e sociais do uso da droga.
O uso moderado de drogas é geralmente aceito e, paradoxalmente, até estimulado por várias camadas sociais. A família é a primeira a sentir os efeitos deletérios do uso de qualquer tipo de droga, embora possa se fazer a distinção dos efeitos físico-químicos do álcool, maconha, anfetamina, cocaína, ecstasy, ácido lisérgico (lsd) etc.; não há como graduar o sofrimento que causa. A terapia seja individual ou familiar deve
constar de um programa integrado e associado a outras intervenções, pois a drogadicção é um tema complexo e demanda um trabalho multidisciplinar, pois seus efeitos são, no mínimo: físico-químicos, relacionais e financeiros.
A adicção à drogas pode ocorrem em qualquer idade. Certamente ao saber de jovens ou adolescentes adictos há grande preocupação e perplexidade, em adultos adictos a mesma preocupação e assistência é necessária, pois de alguma forma estão impossibilitados de optar. As decorrências do uso de drogas se expandem pela comunidade e geralmente estão associadas a problemas de violência e financeiros.
A drogadicção é comumente tida na fase inicial por um problema individual, mas gera rapidamente seqüelas em todo o entorno do usuário.
O tratamento do usuário e a transformação do sistema familiar via terapia familiar ou terapia de casal é demorada e permeada por diversas recaídas, estas dificuldades são enfrentadas pelo real engajamento da família. Juntamente aos hábitos e tradições familiares as condições reais de existência constituem, também, um importante elemento a considerar.
No tratamento terapêutico do adicto e sua família a idéia inicial é de propiciar a eles condições de outras interpretações da utilização da droga. A tendência de ruptura do adicto com a família é freqüente e geralmente agrava e posterga a resolução do problema e aumenta a preocupação familiar.
A terapia familiar em casos de doença crônica na família
Toda doença crônica, em qualquer membro da família, acarreta em mudanças em toda ela, seja na preocupação ao ente adoentado ou na resolução de problemas de ordem prática, como: trabalho, passeios, viagens e outros compromissos. Comumente os membros da família cedem as exigências do doente, deixam de usufruir de suas vidas e/ou evitam auxiliar nos cuidados necessários. A tensão familiar tende a elevar-se com discussões e brigas, dadas as contínuas frustrações, reprovações e culpas. De forma geral, quanto mais próximo o grau de parentesco maior será o impacto e a tendência dos familiares modificarem suas vidas em função de assistir ao doente.
A decorrência de se menosprezar os efeitos da doença crônica no seio da família é diversa e geralmente se torna visível na sua forma extremada, como uma intensa agregação familiar ou, seu inverso, a desagregação.
Fazer tudo pelo doente ou abandoná-lo constituem modos problemáticos e denotam uma falta de integração e possibilidade de discutir soluções alternativas conciliatórias, que contemplem tanto o desenvolvimento familiar quanto a assistência ao doente. Tais medidas têm desdobramentos muito satisfatórios, sobretudo no que diz respeito às comunicações entre os cuidadores, possibilidades de administrar a situação e, sobretudo, na capacidade de lidar num quadro de sofrimento continuado. Desta forma, um posicionamento mais adequado da família frente a doença e ao doente, propicia uma melhora no tratamento e, conseqüentemente, no quadro clínico.
A terapia familiar sistêmica é um processo terapêutico que atua no desenvolvimento da família, auxiliando esta a quebrar mitos e crenças, muitas vezes profundamente arraigadas e totalmente inconscientes aos seus membros. Desta forma a terapia familiar pode auxiliar na diminuição da angústia e conflitos oriundos de quadros cronificados.
Parafraseando Oliver Sacks: não se deve perguntar que doença a família tem, mas que família a doença tem?
Lista de termos que comumente aparecem correlacionados à psicoterapia e à psiquiatria
Tanto na psicologia quanto na psiquiatria há uma gama de palavras recorrentemente utilizadas. Tais termos ou rótulos frequentemente utilizados pelos indivíduos que, numa fase de fragilidade, os adotam como elemento central de suas vidas e, assim, o que seria para auxiliar os profissionais envolvidos acaba por se transformar num elemento de perpetuação e estigma.
A dificuldade é exatamente essa: a abstrata denominação, algumas vezes, potencializa o que era para ser apenas um problema a ser tratado.
abstinência, abuso de drogas, abuso sexual, adaptação, adoção, afetividade, agitação, agitação psico-motora, agorafobia, agressão, alcoolismo, alienação,
alimentação, alteração da personalidade, alteração do comportamento, alucinação, alzheimer, amizades, amnésia, amor, angústia, anorexia, ansiedade, antisocial,
apego, apercepção da realidade, atenção, auto-estima (auto-imagem), automutilação, aversão sexual, bruxismo, bulimia, bulimia nervosa, cannabis - maconha,
cansaço, capacidade de enfrentamento, caráter, casamento precoce, catatonia, cefaléia (dor de cabeça), choque cultural, choro freqüente, ciúmes,
cleptomania - roubo patológico, cocaína, complexo de inferioridade, comportamento sexual compulsivo, compulsão, compulsão alimentar, compulsão sexual, conflito conjugal,
conflitos sociais, confusão mental, deficiência auditiva, deficiência mental, deficiência visual, déficit de atenção, déficit de habilidade social, delinqüência,
delírio, delírio-alucinação, demência, dependência química, depressão, desatenção, descomprometimento, desemprego, disfunção erétil - ereção (impotência),
doença física, doença psicossomática, doenças crônicas, dor, drogas, dst (doenças sexualmente transmissíveis), dupla personalidade, educação,
educação sexual, egocentrismo, ejaculação precoce, epilepsia, esgotamento, esquizofrenia, estresse, estressores psicossociais, estupro, euforia,
exibicionismo, extrovertido, fadiga crônica, fanatismo, fantasia, fetichismo, fobias, frigidez, frustração, fuga de idéias, gagueira,
gravidez precoce ou indesejada, hereditariedade, hiperatividade, hipocondria, histerismo, hospitalização, ilusões, imagem corporal, impulsividade,
incesto, insegurança, internação, introvertido, irresponsabilidade, irritabilidade, jogo patológico, limites pais-filhos, luto-morte, madrasta-padrasto,
mania, masoquismo, materialismo, medo exagerado, memória, menarca (primeira menstruação), mentiras, mutismo, namoro, narcisismo,
necessidades educativas especiais ( antigamente - excepcionais), negação, neurose, ninfomania, obesidade, obsessão, orientação profissional (antigamente - teste vocacional),
paixão, pânico, parafilias, paranóia, percepção, personalidade borderline, perversão sexual, pessimismo, possessão, preconceito, problema de aprendizagem, problema econômico,
problema familiar, problema na escola, problema na fala, psicopatia, psicose, pulsões e instintos, raiva, regressão, sadismo, sentimento de culpa, separação dos pais, sexo, sexualidade,
síndrome de down, síndromes, suicídio, superdotado, tabagismo (fumar cigarro), temperamento, tensão pré-menstrual (tpm), timidez, tique nervoso, trabalho precoce,
transtorno bipolar (antigamente - maníaco depressivo), transtorno de conduta, transtorno do sono (insônia), transtornos alimentares (anorexia, comer compulsivo e bulimia nervosa),
transtornos de personalidade, trauma, tricofagia (comer cabelos), tricotilomania, violência intrafamiliar, violência sexual, visões, enurese/encoprese (xixi/cocô na cama/calça).
A terapia familiar sistêmica e a mediação nos processos de separação judicial
O processo de separação de um casal e a consequente ruptura familiar dolorosa
e quando entra em litígio pode se tornar insuportável. Alguns aspectos só se
tornam evidentes no ambiente terapêutico como a angústia e raiva por um
terceiro interceder na tomada das resoluções da própria vida e os medos
inconscientes de fracasso que impossibilitam a separação. E, quando há filhos
há uma agravamento das raivas pela simples impossibilidade de ruputura do
contato. Nestes casos a terapia para melhoria destes aspectos se torna relevante
e desejável. O sistema judiciário incluiu em suas práticas a inserção de
alguns procedimentos como: a facilidade e incentivo para os acordos, a atenção
psicossocial e a mediação na separação judicial. O rigor das
vias judiciais acarretam uma certa morosidade já a mediação como via
complementar tende a agilizar os processos, pois os acordos são levados prontos
para homologação.
A terapia como oficina de alternativas
O processo terapêutico nem sempre é uma prospecção de fatos profundos e obscuros é, também, a geração da possibilidade de um fazer diferenciado. Na terapia há um ambiente propício para a geração de outras alternativas, como uma oficina de educação em que se testam alternativas que são levadas para a dimensão cotidiana.
Arthur Müller - Psicólogo - Terapia Familiar, Terapia de Casal, Psicoterapia Individual - Consultório de Psicologia Clínica em Florianópolis.
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